Dia do Pânico
Os mercados financeiros vivem nesta segunda (9) a perfeita definição de dia de pânico, segundo reportagem da Folha de S. Paulo. O dólar dispara, apesar da intervenção do BC (Banco Central). O risco-país tem alta recorde. Os juros futuros sobem. A Bolsa brasileira abriu com forte queda, atingindo logo uma retração de 10%.
De acordo com o jornal, esse é o nível para que se acione o chamado circuit breaker, que leva à suspensão do pregão. É o primeiro circuit breaker desde o episódio conhecido como Joesley Day, em maio de 2017. A suspensão inicial é de meia hora.
O Ibovespa, principal indicador da Bolsa, já iniciou o pregão abaixo dos 90 mil pontos, acompanhando o exterior. Na Ásia e Europa, os principais índices de ações derretem.
O dólar abriu nesta segunda em forte alta. Chegou a R$ 4,7940, mas teve a disparada parcialmente contida pela venda de US$ 3 bilhões de reservas pelo BC –o triplo do inicialmente previsto. O plano, na sexta-feira, era vender US$ 1 bilhão.
O pessimismo sinaliza principalmente uma piora nas perspectiva de impacto econômico com a disseminação do coronavírus. A desaceleração da economia global por causa da doença já é considerada inevitável.